
Não sabemos quem está ao nosso lado por toda nossa vida, não sabemos em quem podemos confiar para contar nossos maiores segredos. Quem está ao nosso lado hoje estará amanha? Incertezas desse tipo nos leva a dormir com medo de acordar e perceber que estamos em um quarto cheio de bens materiais mas os seus ‘bens’ não estão mais ao seu lado. Tenho medo do que vem pela frente, das próximas gerações, amizades já não tem o valor que tinha a 10/20 anos atrás quando nossos pais e avós sabiam que seus amigos seriam eternos. Vejo minha mãe conversando com amigas que ela diz conhecer desde os 12 anos e me pergunto ‘aonde será que ta aquela amiga que eu tinha aos 12?’ e eu tenho apenas 18. Não existem mais amizades que duram pela vida inteira, ou se existem, devem ser tratadas como ouro, pois são mais raras que o mesmo. Tenho medo de como meus filhos vão reagir ao saberem que seus amigos não são amigos, são colegas de farra, de escola, ou até mesmo, que seu melhor amigo, é o seu computador. Sinto dó da nossa geração e sinto medo da que virá, sinto dó de não sabermos mais a essência da palavra amizade, e sinto medo do que essa palavra pode se tornar. Queria mesmo era ter nascido na época onde amizade era sinônimo de lealdade e não de competição.
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